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Nossa Terra Nossa Historia…

bandeira abreu e lima
A área, onde o município está localizado, começou a ser povoada por Duarte Coelho, donatário da capitania de Pernambuco, quando dividiu a capitania em sesmarias no ano de 1535. Em 1548, o almoxarife-mor de Pernambuco, Vasco Fernandes fundou o Engenho Jaguaribe dando início ao povoado que deu origem ao município de Abreu e Lima.
    O município foi emancipado em 1982, após 400 anos sob o domínio político e administrativo de Igarassu, e outros 47 subordinados à cidade de Paulista, com a realização de um plebiscito entre os moradores.
    O nome da cidade é uma homenagem ao general, José Inácio de Abreu e Lima, o “Inácio pernambucano”, que lutou 14 anos ao lado de Simón Bolívar e é um dos heróis da independência da Venezuela.
    Abreu e Lima viu o pai ser fuzilado pelas forças da Coroa Portuguesa durante a Revolução Pernambucana, em 1817, e depois de tornar-se capitão de artilharia e servir em Angola, exilou-se nos EUA.
Juntou-se às forças de Bolívar na Confederação do Equador e lutou nas guerras de independência da Venezuela e Colômbia. Abreu e Lima ficou conhecido como o general das massas.
    Em 1869, a Igreja Católica proibiu que seu corpo fosse sepultado no cemitério público da cidade por ter se envolvido em algumas polêmicas com o Clero local. Abreu e Lima foi enterrado num cemitério anglicano. A emancipação política de Abreu e Lima é comemorada no dia 14 de maio.
CONTINUANDO..
A 09 de março de 1535 desembarca nos marcos (Igarassu) Duarte Coêlho e grande comitiva para tomar posse da Capitania de Pernambuco. Vindo com a intenção de aqui fundar engenhos de açúcar, logo toma iniciativa, e para tal, dôa aos privilegiados da Côrte as primeiras Sesmarias. Assim sendo, coube a Vasco Fernandes de Lucena e família a primeira dessas doações, fundada em documento do próprio punho do donatário em 24 de julho de1540.
       Esta data marca o início da povoação das Sesmarias de Jaguaribe, que daria origem ao Município de Abreu e Lima. Jaguaribe é nome de origem indígena = YAGUÁ-Y-PÊ, que significa “rio da onça” ou “rio do jaguar”. Sendo um dos primeiros engenhos de Burgo Duartino, que logo se tornaria a mais opulenta das Capitanias pelo açúcar que produzia, é presumível que o antigo Engenho Jaguaribe tivesse na sua vida ativa a efervescência compatível com a época. No entanto, o aglomerado humano haveria de se firmar mais tarde ao longo da “estrada pública que vai desta Vila dos Cosmos (Igarassu) (para Olinda)”. A referência a “estrada pública” vê-se já em documento de 1573 e trata-se da principal artéria pública que ainda hoje corta a cidade. Não se deu fácil o desgarrar dos colonos das suas primitivas bases, sair das cercanias da Casa Grande dos barões do açúcar. O “urbano” Engenho Timbó, cuja referência mais antiga documentalmente falando é de 1770, por ter sede mais próxima da “estrada das boiadas”, só em meados do século XVIII (dezoito) é que atrairia os primeiros artífices a se instalarem em rústicas choupanas ao longo da “Estrada dos Tropeiros”. O primitivo Engenho Jaguaribe não teve como combater a sedução da estrada sobre os colonos. Antes, por volta de 1591, os Beneditinos adquirem as terras de Manoel Gondinho, terras encravadas na área do Jaguaribe. A partir daí vai dominando, uma a uma, as propriedades que alimentavam de cana o seu Maquinário, até que este definha, voltando os monges de São Bento os seus interesses para Mussurepe, originando a cidade de Paudalho. Como marco de sua passagem os Beneditinos deixaram a capela de São Bento, construída em terras doadas em 1660, por D. Inêz de Oliveira. Consta que por volta de 1674 está em ruínas o Jaguaribe, – primitivo pólo aglutinador de população – como consta no Testamento de João Fernandes Vieira. Só nos idos de 1800 é que voltamos a ter notícias de vida produtiva, de seu maquinário e de sua gente. Tomando posse como arrendatário, o inglês HENRY KOSTER (1812), informa-nos estar o engenho bem equipado, “muitos  escravos, bois, maquinários, acessórios, capacitando os novos senhores a um trabalho imediato”. Como era tempo de muita prosperidade no Jaguaribe, por essa época, logo mudou-se para cá. Como a casa grande ainda estivesse ocupada, Henry Koster que era português e filho de pais ingleses, aloja-se na sacristia da Capela de São Bento, um belíssimo templo barroco de estilo português, provavelmente por este tipo de construção fazer-lhe recordar a sua terra natal. Os relatos da feliz fértil estada deste inglês pernambucanizado estão magistralmente registrado no seu precioso livro “TRAVELS IN BRAZIL”.
        Outro fator que concorreu para o retardamento e consolidação do aglomerado urbano foi as ações dos Quilombos, Aqui se reuniam em torno do chefe MALUNGUINHO (1822-1832), fugindo dos horrores da escravidão. Havia Saques, mortes e perseguições, e como diz um ofício de 1824: “…os moradores já Começam a se mudar (…)”. Por outro lado, teve proteção nas matas do Engenho Utinga, Frei Joaquim do Amor Divino Caneca que, fugindo da morte por sua participação na Confederação do equador (1824), passou aqui os dias 16 e 17 de setembro, alimentando-se de cana, farinha e bacalhau. Em seguida caminha até o Cear alimentando-se de cana, farinha e bacalhau. Em seguida caminha até o Ceará, mas é encontrado, trazido ao Recife e, por fim arcabuzado no Forte das Cinco Pontas.
Aos poucos o adensamento populacional se fazia nesta região. Em 1838 o Coronel Manoel Pereira de Morais, Senhor do Engenho Inhamã, impulsiona a formação definitiva do povoado, se bem que de maneira aleatória. Compra um “sitio de terras” em Maricota, justo na área que compreende hoje a Rua Cap. José Primo e marginais, delas fazendo doação a D, Francisca Joaquina da Conceição, fazendo-a acompanhar quatro escravos, para que possa progredir. Assim, propagou-se nesta artéria a primitiva população urbana, e em forma de “T” ramificavam-se ao longo da “Estrada dos Tropeiros” únicos lugares disponíveis para a moradia fora dos engenhos. A “Estrada do Norte”, na altura do povoado de Maricota, pela época já era referência estratégica para tropeiros e viajantes e, em torno desse rancho, forma-se um natural mercado consumidor. Com a construção de casebres de taipa em terrenos baldios, cujos proprietários geralmente não se opõem a ocupação temporária gratuita, consolida-se a primitiva sociedade.
        É dessa forma que o povoado vê estourar em 1848 a REVOLUÇÃO PRAIEIRA, anunciada em Olinda no dia 7 de novembro, e logo a 10, trava-se a primeira batalha, que se deu sangrentamente em Maricota. No centenário desta revolução (1948), um de seus heróis é homenageado, passando o seu nome a identificar o “Berço da Revolução Praieira”: Abreu e 1ima (José Inácio de Abreu e Lima). Passadas as turbulências, onze anos depois reune-se o povo às margens da “estrada do norte” para assistir a passagem do Imperador D. Pedro II. Anota o Imperador em seu Diário de Viagem essa passagem por Maricota, além de registrar a importância do Rio Timbó como divisor natural das velhas Comarcas de Olinda e Igarassu.
    MARICOTA
        O registro de referência mais antigo que se refere ao nome vem de 1784, faz alusão a um batizado havido na capela de São Miguel do Engenho Inhamã. Acreditamos ser mais antiga a origem, entretanto, sem prova documental é precipitado afirmar ser o topônimo Maricota designativo de engenho, trapiche, nome jocoso dado a alguém ou coisa, ou mesmo a uma mulher ou homem. Até que se prove permanece, com certas ressalvas, a duvidosa tradição oral. A mudança do nome deve-se ao então deputado estadual Antônio Torres Galvão, autor do Projeto de Lei nº 378 propondo a troca quando a Revolução Praieira completava o seu primeiro Centenário (1848 – 1948). Sancionada a lei pelo governador Barbosa Lima Sobrinho em 24 de dezembro de 1948, adota o distrito o nome do Gal. ABREU E LIMA.
O POUSO DOS TROPEIROS
        As informações que elucidam um pouco a tradicional vocação de “pousada obrigatória” do povoado de Maricota e referências ao Pouso dos Tropeiros, quem nos traz é D. Vina (Severina Serpa, 81 anos), ela que foi a ultima herdeira das posses em que se achava mesmo o dito pouso. Com brilhante vivacidade, revela-nos que no ano de 1923, quando veio de Inhamã com a família do rico proprietário Herculano José Serpa, adquirente das terras que pertenceu ao coronel Manoel Pereira de Morais, o “barracão vivia alugado a uma morena forte de nome Josefa Soares”, perto dessa pousada, nas imediações da entrada da Rua Nossa Senhora de Fátima havia outro barracão que, segundo informou, deveria ser mais antigo. No entanto,  já havia passado seus melhores dias, abafado que foi pela “modernidade” do outro pouso, na entrada da atual Rua Capitão José Primo, prestando-se o primitivo, desde o primeiro lustro do século, a acolher alguns tropeiros, que iam mais interessados nos trabalhos dos bons ferreiros de Maricota e nas compras de bons apetrechos para os seus animais: cangalhas, esteiras de junco, ferraduras, arreios, caçuares e etc.; comércio que o velho pouso ainda mantinha. De fato, até o início dos anos oitenta via-se naquelas imediações semelhante tipo de atividade, se bem que em reduzidas proporções. Ironicamente, este remanescente de pouso de tropeiros foi tragado pela construção de uma agência de automóveis.
        Mas as lembranças que passamos a relatar é do outro pouso, do festejado, que nos fins dos seus dias convencionou-se chamar “garapeira”. É descrito como sendo muito freqüentado ainda por aquelas épocas. Na verdade, era um imenso galpão, comprido e largo, coberto com grossas telhas feitas por oleiros da região, onde reuniam-se não só os grandes tropeiros, mas também pequenos agricultores com menor quantidade de animais carregados. Chegando, logo iam aliviando as alimárias dos seus fardos e caçuares, empurrando-as para junto das baias ou côcho mais próximo quase sempre cheios com as rações dos animais. Dentro do barracão, as cargas ficavam aos montes, divididas de acordo com os donos. Muitos desses viajantes pernoitavam para seguirem viagem no dia seguinte, pendurando suas redes no telheiro, compondo este rústico cenário, tão bem descrito e eternizado nas obras de Saint-Hilaire e José Alípio Goulart.
      Quadro freqüente, com maior ou menor intensidade nas principais vias de ligações terrestres do Brasil colonial, dando quase sempre origem a um núcleo aglutinador de população, embrião de futuras cidades.
        Da época a que nos referimos, eram os usuários bem recebidos por essa Josefa Soares, de gestos largos e simpatia espontaneamente comercial. Mantendo assim a tradição do pouso, que por mais de século foi mesmo à única referência para os tropeiros que trafegavam a velha “estrada do norte” e, obrigatoriamente, passavam pelo povoado de Maricota.          Ao fundo do barracão, onde morava, preparava sua famosa comida, degustada pelos tropeiros entre bafejos de bravatas e notícias de outras paragens, tudo regado com a melhor cachaça-de-cabeça da região. Obviamente o rancho era o centro de convergência do povoado, atraindo sempre para sua área os boêmios de plantão, dispostos a palestrar, tomar “bicada” e planger a sua vida para os visitantes, aumentando o burburinho do lugar. Nos fins de semana, contudo, era que se fazia maior a freqüência nesse curioso e irrequieto ambiente. O grande número de recoveiros, viajantes e moradores de outras localidades, atraídos pela fama de alegria e algazarra reinantes em Maricota, vinham juntar-se aos nativos do local.
        Talvez os versos de Augusto dos Anjos ajudem a descrever uma das características noturnas dessa antiga estalagem, reduzindo-se, todavia, o significado mais duro da palavra “bandalhos”. Vejamos se não:  “Este lugar, moços do mundo, vede”: “É o grande bebedouro coletivo”, Onde os bandalhos, como um gado vivo, Todas as noites, vêm matar a sêde”.
      Juntavam-se, nem sempre em clima de cordialidade, homens rudes, marcados pela vivência dura nas estradas; caixeiros-viajantes; Forasteiros de procedência obscura; homens bons do povo; os meio-ricos do lugar; janotas; mulheres ingênuas entre outras quase nada inocentes… Os animais, sua pastagem e seus excrementos. Chão de barro batido pelos cascos dos bichos e umedecido pela cusparada forte dos homens; as tochas dos candeeiros… Lampião à gás. Rodas-de-coco, toadas de aboio, forró, modinhas de então…       
      Este quadro bucólico, típico de faroeste tupiniquim, reinou fortemente em Maricota durante muito tempo, mais ou menos até inícios dos anos quarenta. Com o crescente aparecimento dos automóveis e a chegada da energia elétrica a tradição e esses costumes foram desaparecendo. Aliás, foram sofisticando-se até o seu desaparecimento quase total na Abreu e Lima dos dias atuais.

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